Polícia prende grupo suspeito de clonar WhatsApp e invadir contas bancárias

A operação tem como objetivo prender o líder da organização criminosa
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A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil e da Polícia Militar, deflagrou, nesta quinta-feira (20), a segunda fase da Operação Chip Falso II, com o cumprimento de 32 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, expedidos pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina.

Foto: Divulgação
Polícia prende grupo suspeito de clonar WhatsApp e invadir contas bancárias

A operação tem como objetivo prender o líder da organização criminosa e outros integrantes do grupo, que, segundo as investigações, forneciam os próprios dados pessoais para viabilizar fraudes eletrônicas junto a operadoras de telefonia.

As investigações apontaram que os suspeitos acessavam indevidamente sistemas internos de operadoras para realizar trocas fraudulentas de titularidade de linhas telefônicas, prática conhecida como SIM Swap. Para isso, eram utilizados documentos falsificados e selfies biométricas manipuladas.

Após obter o controle das linhas, os criminosos utilizavam os números das vítimas para aplicar diferentes tipos de golpes, incluindo compras fraudulentas com cartões de crédito, clonagem de contas do WhatsApp e invasão de contas bancárias, com realização de movimentações financeiras indevidas.

De acordo com as investigações, o núcleo criminoso, sediado no Piauí, fez vítimas em diferentes estados, entre eles São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Minas Gerais. A abrangência dos crimes demonstra a atuação estruturada e a capacidade de expansão interestadual do grupo.

A Polícia Civil do Piauí reforça o alerta à população para os sinais de um possível ataque por SIM Swap. A perda repentina e prolongada do sinal de voz e dados do celular, sem motivo aparente, pode indicar uma troca de chip não autorizada. 
Nesses casos, a orientação é entrar em contato imediatamente com a operadora de telefonia para verificar a situação e adotar as medidas de segurança necessárias.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), do Departamento de Operações Policiais Especiais (DEOP) e do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).

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