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Cânion do Rio Poti reúne atrativos para impulsionar o turismo no Piauí

A região reúne experiências para visitantes interessados em natureza

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Os paredões rochosos, os sítios arqueológicos e a cultura das comunidades do Cânion do Rio Poti formam uma oferta turística com potencial para gerar trabalho e renda em Buriti dos Montes, Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí. A região reúne experiências para visitantes interessados em natureza, história e nos modos de vida do interior do Piauí.

Foto: DivulgaçãoCânion do Rio Poti registra crescimento histórico e triplica nº de visitantes
Cânion do Rio Poti reúne atrativos para impulsionar o turismo no Piauí 

Parte desse território está protegida pelo Parque Estadual Cânion do Rio Poti, localizado em Buriti dos Montes. Criada em 18 de outubro de 2017, a unidade de conservação possui aproximadamente 24,7 mil hectares e protege ambientes da Caatinga, recursos hídricos, formações geológicas e patrimônio arqueológico. A região turística ultrapassa os limites do parque e abrange outros atrativos e comunidades ligadas ao vale do rio.

A distribuição desses pontos permite organizar roteiros que combinam diferentes experiências e estimulam a permanência dos turistas. Além das paisagens do cânion, a programação pode incorporar a culinária e os saberes tradicionais, ampliando a procura por hospedagem, alimentação, transporte e condução de visitantes.

Para o secretário estadual do Turismo, Daniel Oliveira, a integração entre atrativos e serviços é fundamental para que a movimentação turística beneficie a população.“O Cânion do Rio Poti tem condições de atrair visitantes interessados na natureza e na história do Piauí. Para transformar esse potencial em renda, precisamos conectar os atrativos aos serviços da região e valorizar quem trabalha no território. O turista que permanece mais tempo, utiliza a hospedagem, consome nos estabelecimentos locais e ajuda a distribuir os benefícios da atividade”, pontuou o gestor.

Para facilitar o planejamento da viagem, o público pode acessar gratuitamente um mapa interativo que reúne os atrativos da região. Desenvolvida com apoio do Sietur, a ferramenta permite consultar a localização dos pontos de interesse e organizar os percursos.

(Foto: Renato Andrade e Maria Elvira)

A qualificação dos profissionais também contribui para preparar o destino. Em agosto de 2025, foi anunciada uma capacitação destinada a 37 moradores da região para atuar na condução de visitantes no parque. A formação contou com a participação da empresa júnior do curso de Turismo da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), com foco em segurança, conservação e turismo de base comunitária.

O patrimônio arqueológico acrescenta conteúdo aos roteiros. Pinturas rupestres e gravuras, também chamadas de petróglifos, registram a presença de antigos grupos humanos no vale do Poti. A visita orientada permite conhecer esses vestígios e compreender a importância de sua preservação.

O ecologista, jornalista e mestrando em Arqueologia Dionísio Carvalho destacou a participação dos moradores na apresentação desse patrimônio aos visitantes. “As gravuras rupestres são registros da presença humana neste território e precisam ser conhecidas com orientação. Quando o visitante entende o valor desses sítios, o passeio ganha outra dimensão. A participação dos moradores é fundamental nesse processo, porque eles conhecem os caminhos, a história das comunidades e as mudanças na paisagem”, afirmou.

Dionísio Carvalho, ecologista (Foto: Renato Andrade e Maria Elvira )

A aproximação entre turismo e arqueologia também abre espaço para atividades educativas. Os sítios, as formações rochosas e os ambientes da Caatinga podem integrar visitas de estudantes e grupos interessados na história e nas características naturais da região.

A definição dos percursos deve considerar as áreas permitidas, as condições de segurança e a capacidade de atendimento dos prestadores locais. Dentro do parque estadual, o acesso aos atrativos exige acompanhamento de guia ou condutor autorizado. As condições de visitação devem ser consultadas antes da viagem.

A articulação da Secretaria Estadual do Turismo (Setur) com os municípios e os empreendedores locais contribui para conectar os serviços e ampliar a divulgação do destino. A integração dos roteiros permite apresentar ao visitante mais opções de passeios e distribuir as oportunidades econômicas entre as comunidades da região.

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