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Crianças vistas em SP não são as que desapareceram no Maranhão, diz polícia

Corporação recebeu denúncia de que vítimas estavam em hotel no centro da capital paulista

CNN BRASIL

A Polícia Civil de São Paulo informou, na manhã desta segunda-feira (26), que as crianças vistas em um hotel na República, no centro da capital paulista, não são Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos desaparecidos há quase um mês após saírem para brincar em Bacabal, no Maranhão. 

Foto: DivulgaçãoCrianças vistas em SP não são as que desapareceram no Maranhão, diz polícia
Crianças vistas em SP não são as que desapareceram no Maranhão, diz polícia

A corporação havia recebido uma denúncia no sábado (24) sobre o possível paradeiro das crianças e passou a investigar o caso. As forças de segurança maranhenses também teriam sido notificadas.

Após o acionamento, policiais de São Paulo foram até os endereços informados e constataram a informação de que as crianças avistadas não são as memsas das desaparecidas. 

Desaparecimento
Ágatha, Allan e um primo desapareceram no último dia 4 deste mês, após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a 250 km de São Luís, no Maranhão.

Desde o desaparecimento, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre integrantes da Polícia Civil, Marinha e Corpo de Bombeiros.

Três dias depois de desaparecerem, o primo de Ágatha e Allan foi localizado com vida, em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do local onde as crianças haviam sido vistas pela última vez.

O resgate de Anderson Kauã, de 8 anos, foi feito por três produtores rurais, que trafegavam pela região em uma carroça a caminho do trabalho e avistaram a criança em meio à vegetação. Após o resgate, o menino foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal, onde recebeu alta médica, na última terça-feira (20).

Na última quinta-feira (22), a Justiça do Maranhão autorizou o menino auxiliar nas buscas por seus primos desaparecidos. O menino indicou às autoridades o caminho percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, localizada próxima às margens do Rio Mearim.

Buscas e investigações
A operação de buscas concentra-se na região da cabana indicada por Anderson e no leito do Rio Mearim, onde mergulhadores utilizam o equipamento side scan sonar para mapear o fundo do rio, gerando imagens detalhadas mesmo em águas turvas.

A apuração é realizada por uma comissão especial da Polícia Civil, composta por equipes da SHPP (Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), da SPCI (Superintendência de Polícia Civil do Interior) e da Delegacia Regional de Bacabal. Familiares, moradores e outras pessoas continuam sendo ouvidos para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

Em uma das ações de busca, voluntários chegaram a encontrar novas peças de roupas infantis em uma área de mata no povoado quilombola. De acordo com informações dos voluntários envolvidos nas buscas, as roupas estavam próximas a uma gruta, dentro do perímetro onde as crianças sumiram.

Apesar da expectativa, a SSP-MA (Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão) informou que, após checagem, os itens não pertenciam às crianças.

Força-tarefa reduzida
As buscas por Ágatha e Allan entraram em uma nova fase na quinta-feira (22), quando a procura passou a ser direcionada com foco na investigação policial.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martin, toda a área de mata foi minuciosamente varrida, com apoio de cães farejadores, aeronaves, drones termais e centenas de profissionais. O secretário informou que nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento.

A principal hipótese considera que as crianças possam ter se perdido na mata, mas todas as possibilidades continuam sendo apuradas.

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